Polícia investiga como criminosos desviaram créditos de material escolar de família de SP; caso é apurado como estelionato

Escrito em 27/01/2026


Polícia investiga como criminosos desviaram créditos de material escolar de família de SP A Polícia Civil investiga como criminosos conseguiram desviar créditos destinados a estudantes da rede municipal de ensino da cidade de São Paulo para a compra de material e uniformes escolares. O caso veio à tona após uma família da Brasilândia, na Zona Norte da capital, identificar que os valores disponíveis haviam sido utilizados em uma loja localizada na Zona Sul da cidade, a mais de 40 quilômetros de distância da escola das crianças. Na semana passada, Arliene da Rocha Santos foi até uma loja próxima à sua casa para utilizar os créditos disponibilizados pela prefeitura, mas não conseguiu concluir a compra. Ela conta que tentou usar o benefício, mas foi informada que a compra já havia sido feita. “Fui realizar a compra de material e do uniforme dos meus filhos e alguém já tinha comprado no meu lugar. Meus filhos vão começar as aulas sem uniforme escolar e sem material”, disse. “É constrangedor, porque a pessoa que me atendeu na loja falou que eu já havia comprado, sendo que não era bem assim. Eu não fui a lugar nenhum, tinha ido [comprar] pela primeira vez”, completou. A dona de casa Arliene da Rocha Santos, vítima do golpe. Reprodução/TV Globo Ela registrou um boletim de ocorrência online na última quarta-feira, informando que, em 13 de janeiro, foi feita uma compra em seu nome em uma loja de material escolar, apesar de não ter adquirido nenhum item. No registro, também relatou que os filhos foram prejudicados por não conseguir comprar material nem uniforme. Arliene mora numa região próxima ao Parque Estadual da Cantareira. A loja citada no boletim de ocorrência fica na Zona Sul, nas imediações da Represa Billings. No mesmo dia do registro, a loja onde o crédito foi usado enviou um e-mail à prefeitura solicitando orientações sobre o uso indevido do benefício. No comunicado, o estabelecimento afirmou que as compras são feitas por meio de aplicativo, com uso de senha pessoal, e que depois responsáveis entraram em contato informando que não realizaram a compra. A dona de casa também procurou a prefeitura, que informou que analisaria o caso e daria uma resposta em até dez dias. Diante da situação, o dono da loja em que ela pretendia comprar os itens decidiu ajudá-la e doou os materias para os filhos da dona de casa. O boletim de ocorrência que está sendo investigado pela polícia sobre o desvio dos créditos. Reprodução/TV Globo “A empresa está dando. O meu gerente autorizou”, afirmou a atendente Raíssa Gomes. A Secretaria da Segurança Pública informou que o caso foi registrado como estelionato e que Arliene será ouvida nos próximos dias. A Prefeitura de São Paulo declarou, em nota, que apura o caso e que todas as medidas cabíveis serão tomadas.
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