Roberta Sá em noite de gala

Escrito em 28/07/2026


Roberta Sá reapresenta o show 'Tudo que cantei sou' com a Nova Orquestra no Theatro Municipal do Rio de Janeiro Rodrigo Goffredo ♫ ANÁLISE ♬ A emoção de Roberta Sá ao pisar no palco do Theatro Municipal do Rio de Janeiro para fazer show com uma orquestra na noite de ontem, segunda-feira, 27 de julho, extrapolou a proeza musical. A voz da cantora embargou ao dizer que a filha Lina – nascida em 19 de dezembro de 2022, dia do 42º aniversário da artista, e atualmente com três anos e meio – estava na plateia do mais nobre teatro da cidade do Rio de Janeiro (RJ). Foi quando Roberta falou do sonho de “um futuro para nossas meninas com mais escolhas e liberdade”. Se a plateia abrigava homens e mulheres de várias gerações, o palco era território ocupado quase que somente por mulheres. À frente da Nova Orquestra, com formação inteiramente feminina sob a regência da maestra Ludhymila Bruzzi, a cantora reapresentou o show “Tudo que cantei sou” (2025) em moldura sinfônica. A apresentação inaugurou a série “Encontros”. Com a orquestra e os músicos Alaan Monteiro (bandolim) e Gabriel de Aquino (violão), Roberta Sá seguiu o mesmo roteiro da estreia do show na cidade, em junho de 2025, mas a orquestra não foi a cereja do bolo. Com as instrumentistas vestidas de preto, assim como Roberta e os dois músicos que já acompanhavam a cantora neste show idealizado em, 2025 para celebrar os 20 anos de carreira da artista, contabilizados a partir da edição do álbum “Braseiro” (2005), a Nova Orquestra foi a própria massa do bolo. Essa massa sonora leve e elegante revestiu canções como “Pavilhão de espelhos” (Lula Queiroga, 2012), se harmonizando com o canto límpido da artista e potencializando a beleza do repertório de Roberta Sá. Com razão, a cantora se gabou de ter ganhado sambas de Adriana Calcanhotto (“Me erra”) e Martinho da Vila (“Amanhã é sábado”), ambos apresentados por Roberta no álbum “Delírio” (2015). Independentemente da moldura orquestral, o refrão do samba “Sem avisar” (2022) inebriou pela inspiração do compositor Wanderley Cardoso. E o que dizer do ijexá “Água doce” (2010), iguaria do bamba baiano Roque Ferreira, presente com outras duas músicas no roteiro? Que obra-prima! De cantar rezando. Foi, enfim, uma noite de gala para Roberta Sá, como a própria artista celebrou em cena. “Já estive neste palco (do Municipal), mas nunca com o meu repertório”, ressaltou a cantora na primeira fala dirigida ao público. O show “Tudo que cantei sou” fluiu perfeito no formato orquestral e foi filmado. Se o registro audiovisual foi feito com intenções profissionais, a noite de Gala de Roberta Sá será merecidamente eternizada. Roberta Sá faz a primeira apresentação no Theatro Municipal do Rio de Janeiro Thaty Aguiar / Divulgação
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