O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já tem desenhada a sucessão da pasta para quando deixar o cargo. O martelo está batido pela continuidade: Dario Durigan, atual secretário-executivo, deve assumir o comando do ministério. Para o posto de "número 2" (secretário-executivo), o escolhido é Rogério Ceron, hoje secretário do Tesouro Nacional e um dos pais do arcabouço fiscal. A chapa "puro sangue" da equipe econômica é uma sinalização de Lula e Haddad ao mercado de que não haverá guinada na política de consolidação fiscal. Nessa mudança, Régis Dudena, assume a secretaria de reformas econômicas. Haddad quer colaborar com a campanha do presidente Lula (PT) e não pretende disputar a eleição, mas o presidente ja teve duas conversas com o ministro e vai insistir para que ele concorra ao governo de SP. O perfil do sucessor Durigan, que está no posto de secretário-executivo desde junho de 2023, consolidou-se como o CEO do ministério. Advogado e ex-diretor de políticas públicas do WhatsApp, ele é visto em Brasília e pelo mercado financeiro como um perfil técnico e, acima de tudo, conciliador. A escolha de Durigan visa blindar a Fazenda de pressões políticas em ano eleitoral, mantendo um interlocutor que transita bem tanto no Palácio do Planalto quanto na Faria Lima. Dança das cadeiras A promoção de Ceron para a Secretaria Executiva preenche a vaga deixada por Durigan com alguém que domina a máquina pública e o cofre do governo. Há ainda a expectativa de mudanças na Secretaria de Reformas Econômicas, atualmente comandada por Marcos Pinto, que pode passar por alterações nesse novo desenho da Esplanada. Haddad participa de audiência sobre projeto que amplia isenção do IR. Reprodução/ TV Globo
Dario Durigan deve ser o novo ministro da Fazenda e Rogério Ceron, o secretário-executivo
Escrito em 27/01/2026
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, já tem desenhada a sucessão da pasta para quando deixar o cargo. O martelo está batido pela continuidade: Dario Durigan, atual secretário-executivo, deve assumir o comando do ministério. Para o posto de "número 2" (secretário-executivo), o escolhido é Rogério Ceron, hoje secretário do Tesouro Nacional e um dos pais do arcabouço fiscal. A chapa "puro sangue" da equipe econômica é uma sinalização de Lula e Haddad ao mercado de que não haverá guinada na política de consolidação fiscal. Nessa mudança, Régis Dudena, assume a secretaria de reformas econômicas. Haddad quer colaborar com a campanha do presidente Lula (PT) e não pretende disputar a eleição, mas o presidente ja teve duas conversas com o ministro e vai insistir para que ele concorra ao governo de SP. O perfil do sucessor Durigan, que está no posto de secretário-executivo desde junho de 2023, consolidou-se como o CEO do ministério. Advogado e ex-diretor de políticas públicas do WhatsApp, ele é visto em Brasília e pelo mercado financeiro como um perfil técnico e, acima de tudo, conciliador. A escolha de Durigan visa blindar a Fazenda de pressões políticas em ano eleitoral, mantendo um interlocutor que transita bem tanto no Palácio do Planalto quanto na Faria Lima. Dança das cadeiras A promoção de Ceron para a Secretaria Executiva preenche a vaga deixada por Durigan com alguém que domina a máquina pública e o cofre do governo. Há ainda a expectativa de mudanças na Secretaria de Reformas Econômicas, atualmente comandada por Marcos Pinto, que pode passar por alterações nesse novo desenho da Esplanada. Haddad participa de audiência sobre projeto que amplia isenção do IR. Reprodução/ TV Globo